sábado, 12 de janeiro de 2008

Conhecimento lógico ou intelectual

Diferentemente dos outros animais, o homem consegue ultrapassar os dados captados pelos sentidos. Em outras palavras, o homem tem a capacidade de abstrair, de conservar imagens de objetos que captou, mesmo sem tê-los mais presentes. E mais: dos objetos o homem capta somente as características essenciais, não considerando as qualidades secundárias de cada ser. Por exemplo, a imagem ou conceito que temos de cavalo não traz as cores nem peculiaridades de cada indivíduo da espécie equina. A partir das imagens, o hemem raciocina, combinando-as e tirando conclusões.
A combinação dos dados possibilita analisar, comparar, articular e unir, gerando conceitos, definições e leis indispensáveis ao entendimento (e consequente utilização) da realidade. É pelo raciocínio que percebemos o conjunto dos objetos formais, tais como as figuras geométricas, os números, a relação causa-efeito, a gravitação dos corpos, etc.
Combinando dados, descobrimos que "a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa", que "E = mc² e que "dois pontos materiasse atraem à distância com forças cuja intensidade é diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distÂncia que os separa".
Ao conhecimento que vai além de nossos sentidos percebem, chamamos lógico ou intelectual.

Conhecimento sensorial ou empírico

Como qualquer outro animal, o primeiro contato do homem com a realidade se dá pelos cinco sentidos. Na verdade, as cores dos objetos por nós percebidos resultam do bombardeio que partículas do objeto, "viajando" em ondas, fazem sobre nossa retina. O som que ouvimos são ondas que deslocam o ar e impressionam nossos tímpanos. O calor e o frio dependem de movimentos mais ou menosacelerados de moléculas em contato com a superfície de nosso corpo. Isso equivale a dizer que visão, olfato, audição, tato e paladar "sentem" as propriedades do objeto. Sentindo os objetos, conhecemos o verdae da árvore, o ruído do avião, o cheiro da pipoca, o gosto do café, a maciez do algodão.
O universo dos objetos físicos é, pois, conhecido pela sensação de suas características. O sujeito cognoscente estabelece com eles uma relação física, apoderando-se de suas propriedades sensíveis.

TIPOS DE CONHECIMENTO

O sujeito (o homem) possui três maneiras básicas de conhecer o objeto. Elas se diferenciam pela forma como o sujeito tem acesso às propriedades do objeto: se pelos sentidos (conhecimento sensorial ou empírico), pelo raciocínio (conhecimento lógico ou racional) ou pela crença (conhecimento de fé).

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

"A ignorância é talvez a raiz de todos os males sociais, porque fere o homem no que lhe é mais específico: a racionalidade."
Dr. Maurício


"O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante."

Dr. Henrique



" Conhecer é poder."

Dr. Gustavo Strawberry

O sujeito e o objeto do conhecimento



Os seres vivos têm potencialidades que se desenvolvem segundo suas necessidades de sobrevivência. Assim, a planta colocada no canto da sala, em lugar de crescer em linha reta, para cima, cresce em ângulo inclinado, à procura da luz vindo da janela. Ela adapta-se à condição do meio. Por motivo semelhante, as minhocas não tem olhos, mas são dotados de tato e olfato muito apurados, necessários no ambiente onde vivem. As aves em geral não precisam de tato e olfato no ambinte aéreo; possuem, em compensasação, uma visão muito aguda, com um mecanismo de filtragem das cores que lhe permitem distinguir a longa distância um inseto na relva verde. O cego, por exemplo, tem o tato e a audição muito mais mais desenvolvidos que qualquer homem com a visão normal.

Em todos esses exemplos, percebe-se uma adaptação de organismos vivos às imposições do meio.

Além das características comuns aos seres vivos, o homem possui a capacidade especial de pensar, o que lhe permite não apenas conviver com a realidade, como também conhecê-la. Conhecer a realidade significa compreendê-la e explicá-la.

O conhecimento humano tem dois elementos básicos: um sujeito e um objeto. O sujeito é o homem, o ser racional que quer conhecer (sujeito cognoscente). O objeto é a realidade (as coisas, os fatos, os fenômenos) com que convivemos. O homem só se torna sujeito do conhecimento quando está diante do objeto a ser conhecido. A realidade só se torna objeto do conhecimento perante um sujeito que queira conhecê-la. O próprio homem pode ser objeto do conhecimento humano.
O fenômeno dá-se do seguinte modo: o sujeito capta as características e propriedades do objeto, formando dele uma imagem mental. Por meio da imagem, o sujeito apodera-se de propriedades que antes pertenciam apenas ao objeto. É a posse das propriedades e características do objeto que nos permite o entendimento e a explicação da realidade. Por isso, quanto mais semelhantes forem a imagem e seu respectivo objeto, maior será a objetividade do conhecimento.